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Publicado: 05/02/2026 14:57h

Projeto de repovoamento de jacarés no ES avança em 2026 com monitoramento científico e educação Ambiental

Projeto de repovoamento de jacarés no ES avança em 2026 com monitoramento científico e educação Ambiental

A iniciativa entra em nova fase neste início de ano, com pesquisas em campo, ações de educação ambiental e preparação para a próxima etapa do repovoamento da espécie no Estado.

O projeto de repovoamento do jacaré-de-papo-amarelo no Espírito Santo inicia 2026 em nova fase operacional, com pesquisas científicas em campo, ações de educação ambiental e preparação para uma nova etapa de reprodução assistida da espécie. A iniciativa integra o Programa Caiman - projeto de conservação já consolidado no Estado - e reúne esforços do Instituto Marcos Daniel (IMD), em parceria com a ArcelorMittal Unidade Tubarão, Ufes, MPES, Seama e Iema.

Ao longo deste ano, o programa mantém uma agenda aberta de atividades educativas em seus centros de educação ambiental, além da continuidade dos resgates e do acompanhamento dos jacarés-de-papo-amarelo em território capixaba. Essa frente específica do programa foi estruturada a partir de um acordo de cooperação técnica firmado em 2025, que estabeleceu um modelo pioneiro de conservação ao utilizar a população de jacarés do cinturão verde da ArcelorMittal como base para o repovoamento da espécie em áreas estratégicas do Estado.

“O Programa Caiman traduz na prática o compromisso da ArcelorMittal com a preservação da biodiversidade e com o desenvolvimento sustentável. Apoiar uma iniciativa que alia ciência, educação ambiental e conservação é parte do nosso papel como empresa cidadã. Ver essa parceria avançar para uma nova fase, com pesquisas em campo e ações concretas de repovoamento, reforça que é possível conciliar atividade industrial e cuidado com o meio ambiente, gerando impactos positivos de longo prazo para o Espírito Santo”, afirma Bernardo Enne, gerente-geral de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal.

Atualmente, as equipes concentram esforços no monitoramento científico das populações da espécie no Rio Itaúnas, em Conceição da Barra. Pesquisadores do IMD, em parceria com grandes universidades do país, realizam levantamentos sobre distribuição, quantidade e tamanho dos animais. Os dados obtidos vão subsidiar a definição de zonas prioritárias de proteção e orientar o planejamento das próximas etapas do repovoamento.

“Entramos em 2026 com essa frente do projeto em plena atividade, avançando no monitoramento das populações locais e na produção de dados científicos fundamentais para orientar as próximas etapas. Esse trabalho permite identificar áreas prioritárias de proteção e aprimorar as estratégias de reintrodução da espécie. A expectativa é consolidar um modelo de conservação baseado em evidências, em ciência, conhecimento ancestral e da natureza com participação da sociedade e foco na recuperação do jacaré-de-papo-amarelo no Estado. Este é um movimento comunitário que o Instituto Marcos Daniel lidera, mas tem o envolvimento indígena e quilombola de Itaúnas”, explica Yhuri Cardoso Nóbrega, coordenador do Programa Caiman.

Ainda em 2026, durante o período reprodutivo da espécie, previsto até abril, está programada a coleta de ovos nas lagoas da ArcelorMittal Unidade de Tubarão para incubação artificial. Após a eclosão, os filhotes serão mantidos por cerca de um ano em ambiente monitorado e seguro, antes de serem reintroduzidos na natureza, dando continuidade às ações de conservação da espécie em áreas estratégicas do Espírito Santo.

Símbolo da Mata Atlântica e classificado como “Em perigo” na Lista Estadual de Espécies Ameaçadas de Extinção, o jacaré-de-papo-amarelo desempenha papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e terrestres. Além do repovoamento, o Programa Caiman contempla formação de pesquisadores, envolvimento da sociedade e avaliação contínua dos impactos ambientais, consolidando um modelo integrado de conservação que alia ciência, educação e atuação conjunta entre setor produtivo e instituições públicas.


Fonte: Assessoria de Imprensa da ArcelorMittal
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