Notícias - Petrobras

Publicado 20/01/2017

Petrobras vai aumentar investimento em 35% em 2017 para US$ 19 bilhões

Petrobras vai aumentar investimento em 35% em 2017 para US$ 19 bilhões
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou na manhã desta quarta-feira que a companhia pretende investir US$ 19 bilhões neste ano. O montante representa aumento de US$ 5 bilhões em relação ao executado no ano passado, um salto de 35,7%. Em café da manhã com jornalistas, ele destacou que a companhia não precisará captar recursos para executar seus projetos. A Petrobras só irá ao mercado fazer captações, segundo ele, se surgirem oportunidades atrativas, como foi a primeira captação do ano, de US$ 4 bilhões realizada no último dia 9.

- Estamos olhando o mercado para aproveitar as melhores condições do mercado, mas sempre para rolar a dívida futura. Nós não precisamos de dinheiro novo - destacou Parente.

- Há um consenso no mercado que vai ocorrer uma volatilidade muito grande a partir da nova administração nos Estados Unidos (Donald Trump), e possíveis desdobramentos de questões geopolíticas, que afastam de modo geral o apetite do investidor. Não fomos só nós que aproveitamos um dia de muita felicidade (para fazer captações), todos aproveitamos essa oportunidade - destacou o diretor financeiro, Ivan Monteiro.

Pedro Parente revelou ainda que a companhia conseguiu atingir sua meta de produção no ano passado, com um total de 2,144 milhões de barris por dia. A meta era de 2,145 milhões de barris por dia.

Parente destacou o recorde de produção em um dia de 2,4 milhões de barris, atingido no dia 28 de dezembro. No dia seguinte, foi batido recorde de produção no pré-sal, que só em petróleo atingiu um milhão de barris por dia.

A diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes, destacou as marcas e, também, o nível de aproveitamento do gás natural, que atingiu 96%.

- É o segundo ano seguido que a empresa cumpre a meta de produção depois de uma série de anos em que meta de produção era uma referência que se chegasse, ótimo, e também que se não se chegasse não tinha o menor problema. Nesta gestão, meta é uma coisa séria.

US$ 22 BILHÕES EM CAIXA

Segundo Ivan Monteiro, a Petrobras tem atualmente em caixa US$ 22 bilhões, suficientes para cobrir todos os seus compromissos e superior a todos vencimentos da dívida para 2017 e 2018.

- A posição de caixa hoje gera total tranquilidade para os próximos dois anos e meio aproximadamente. Ou seja, se não captar nada nesse período, tem caixa suficiente para fazer frente a seus negócios - garantiu Ivan Monteiro.

Pedro Parente, por sua vez voltou a atribuir as boas condições no mercado para a captação de US$ 4 bilhões feitas na última segunda-feira à grande incerteza no mercado em relação ao que vai acontecer com a posse de Donald Trump.
- Uma das percspectivas muito mencionada é a possibilidade de um aumento de juros numa velocidade maior do que aconteceria se fosse a outra candidata a ganhar. E há uma percepção bem mais positiva à empresa do que havia anteriormente. Nossa área financeira entendeu que valeria a pena testar o mercado e o que aconteceu foi o que vimos. A oferta extremamente favorável, mais de dez vezes acima da demanda. E aproveitamos isso. Encaramos os próximos meses e anos com tranquilidade de poder escolher os mometos adequados para novas operações, mas sempre de rolagem da dívida, nunca de acréscimo do endividamento - garantiu Parente.

Monteiro disse que espera que as agências de classificação de risco elevem suas notas de crédito neste ano em relação à estatal, diante da percepção gradual da melhoria da situação da companhia, com o alcance das metas de produção e a melhoria do seu caixa.

- A melhora da percepção macro-econõmica do Brasil me parece evidente, a melhora na a percepção na Petrobras também me parece evidente, e isso favorece que se transfira para o rating (classificação de risco) - destacou o diretor financeiro.

Parente afirmou que não pretende lançar mais nenhum novo Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) semelhante aos dois já lançados nos últimos dois anos. O que acontecerá agora serão planos específicos para os ativos que fizerem parte do programa de desinvestimentos da companhia.

- Não temos nenhuma intenção de fazer um novo PIDV geral na companhia. Existe uma decisão da empresa em relação a ativos de parcerias ou desinvestimentos. Olhando caso a caso, para aquele ativo, a gente pode pensar na existência de um PIDV específico. Mas um PIDV, como os dois últimos que foram feitos na empresa e que resultaram no total de 19 mil adesões nesses dois anos, não temos nenhum plano para fazer - garantiu Parente.


Fonte: Gerência de Imprensa e Comunicação Interna