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Publicado 05/01/2017

Mel de abelhas nativas produzido por índios de Aracruz é comercializado em mercado de São Paulo

Mel de abelhas nativas produzido por índios de Aracruz é comercializado em mercado de São Paulo
Produto é manejado pelos Tupiniquim e Guarani como parte de projeto desenvolvido pela Fibria em 13 aldeias da região

Comunidades indígenas de Aracruz (ES) encontraram na produção de mel uma fonte alternativa de renda e vêm colhendo os frutos desse trabalho até mesmo fora do estado. O mel por eles produzido passou a ser comercializado nas prateleiras do Mercado Municipal de Pinheiros, em São Paulo, sob a marca Tupiguá. O projeto de meliponicultura (atividade de criação de abelhas nativas sem ferrão) é parte do Plano de Sustentabilidade Tupinikim e Guarani no Espírito Santo (PSTG), desenvolvido pela Fibria em parceria com a Kambôas Socioambiental.

A iniciativa beneficia 30 famílias de 13 aldeias da região de Aracruz, onde foram instaladas mil colmeias em 60 meliponários. Com apoio de voluntários, foram colhidos, em 2016, 98 kg de mel de abelhas nativas uruçu-amarelas. A marca e embalagem dos produtos Tupiguá foram elaborados pelos meliponicultores indígenas com a consultoria do PSTG e empresa especializada, e pensados de forma a conter todas as informações importantes sobre a sua origem.

Em 2016, o mel começou a ser comercializado pelos próprios índios nas aldeias de Aracruz. A maior parte da produção, no entanto, está disponível para venda no Mercado Municipal de Pinheiros (SP). São oferecidas embalagens de 130 gramas de mel maturado e de 127 gramas de mel refrigerado.

Segundo a consultora de Sustentabilidade da Fibria, Claudia Cristina Belchior, a venda desse tipo de mel produzido por aldeias indígenas nesta escala é inédita no país. O Mercado de Pinheiros é um local prestigiado por vários chefs da cidade de São Paulo, que ali instalaram suas cozinhas. Um dos chefs mais renomados do país, Alex Atala, idealizador do Instituto Atá, estimulou a abertura de estandes nos quais o consumidor encontra produtos provenientes dos quatro biomas brasileiros: Caatinga, Cerrado, Pampas e Floresta Tropical Atlântica e Amazônica.

“Há um nicho importante de consumidores ávidos por qualidade, opções orgânicas e certificação de origem. O Instituto Atá será um importante parceiro, do PSTG  para divulgação e comercialização deste mel, pois tem uma história de pesquisa e valorização de produtos originários de comunidades tradicionais.”, informou Claudia.

O PSTG
O PSTG é um conjunto de ações que visa restabelecer aos ocupantes das terras indígenas as condições ambientais necessárias às suas práticas socioculturais, à afirmação de sua identidade étnica e para atividades econômicas sustentáveis. A meliponicultura nas comunidades indígenas tem a finalidade de resgatar algumas espécies praticamente extintas na região, essenciais para a polinização da vegetação nativa.

Para participar do projeto, as famílias precisam fazer um curso preparatório, que é condição para que recebam as caixas de abelhas. Cada família recebe cinco caixas e todo o material necessário ao manejo, além de assistência técnica para a produção. Participam atualmente as aldeias de Areal, Irajá, Caieiras Velhas, Boa Esperança, Piraqueaçú, Boa Vista, Amarelos,Três Palmeiras, Pau-Brasil, Comboios, Córrego do Ouro, Olho d´Água e  Nova, todas em Aracruz.

O Plano de Sustentabilidade Tupinikim e Guarani atua com base em três eixos: apropriação de conhecimentos para a gestão territorial e ambiental das terras indígenas, uso sustentável dos recursos naturais e o fundo de apoio a iniciativas comunitárias indígenas. Com foco nesses pilares, são desenvolvidas atividades de fortalecimento dos coletivos; recuperação de sementes crioulas para plantios nas roças e quintais; enriquecimento das terras com sistemas agroflorestais; meliponicultura e restauração florestal.


Fonte: Assessoria de Comunicação Fibria